"...e nunca chego ao fim de cada um dos meus modos de existir..."

É foda ser mulher, é foda ser eu mesma, é foda me assumir como uma romântica assumida que acredita no grande amor da vida. É foda ser. Ultimamente tenho estado sem saco pra mim mesma. Tenho estado sem saco algum pra essa minha capacidade de transformar em lúdico tudo o que eu vejo, sinto, ouço, cheiro, penso...vivo. Acho que tenho chegado a conclusão de que abrir o coração nem sempre é uma boa idéia, assim como sufoca-lo não é das melhores atitudes.
Pensando... pensando...pensando e pensando! Chego a uma terceira conclusão: de que eu não tenho capacitação adequada para ministrar os sentimentos que chegam ao meu “músculo involuntário pulsátil”. Porque para ele (meu coração, no caso... rs!); nem a lógica mais irredutível poderia evitar o inevitável: a desilusão. Parece que comigo, a cada desilusão que eu sofro (e como eu sofro...runft!); vem com ela à necessidade de uma próxima...É como se o meu existir, não conseguisse ficar sem existir por alguém, sem cantar por alguém, sem pensar por alguém, sem escrever por alguém... (complexo? Também acho... mas é mais ou menos isso...”?!”) .
Não sei, mas ás vezes acho correto tudo isso...minha inquietude, a necessidade pelo novo quando o velho já fere, já machuca...JÁ DESENCANTA.
E é aí que mora o grande problema...é o que ta me incomodando, me afligindo nesses últimos meses: QUE NOVO? Parece que as pessoas, a cada dia que passa, tem medo de amar...de se entregar, de viver por, de se intensificar por.................................................

“Mas há vida
que é pra ser
intensamente vivida;
há o amor.
Que tem que ser vivido
até a última gota
sem nenhum medo.
Não mata.

Clarice Lispector

...............................parece que há um medo de ser feliz...não sei...é só um palpite. É o que pelo menos me parece, é como chega até mim.
Talvez esse meu “achismo”, seja o preço que eu pague por ser assim...tão intensa...mais uma vez; tão romântica.
É caro ser assim...mas acho que até prefiro ser, sabe? Ser “e ponto” é muito cômodo, é muito fácil,é estático. É como ver a vida passar. E eu não quero; eu quero ser a vida passando.

 “Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de ser sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada.”

Clarice Lispector

 

:: Postado por Liu Oliveira às 17h43
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